Um curso de se pensar
O curso de história não é muito escolhido pelos vestibulandos, mas é
de grande importância mundial. Há diversas maneiras e lugares onde ela pode ser estudada, como na grande maioria das universidades federais e pagas. O curso abre caminhos para outras vagas, por isso dizemos que há diversas maneiras de ser estudado. A faculdade tem duração média de 4 anos, podendo chegar a 9. Além de fazer o curso de história, existem também os pós em arqueologia, antropologia e paleontologia, os quais são do mesmo.
Depois de formado, existem basicamente dois tipos de áreas que podem ser seguidas, tanto a licenciatura quando a pesquisa, as quais são as mais visadas pelos recém formados. Mas a maior parte das pessoas optam pela licenciatura, pois o mercado de trabalho tem uma demanda maior pelo magistério, segundo Rafael Milheira, professor de arqueologia na Universidade Federal de Pelotas. Normalmente, em torno de 40% dos alunos de história desistem da profissão depois de formados. Quem faz bacharelado terá muita dificuldade para encontrar emprego, porque não existe oficialmente a profissão de historiador no Brasil, porém, para quem faz licenciatura existe uma dificuldade comum, no sentido de concorrência, mas não chega a ser algo absurdo, até porque estudos indicaram que os jovens procuram cada vez menos a formação para o magistério, lembra Diego Ravazzolo, estudante de história da UFRGS.
Segundo Rafael Milheira, talvez um dos motivos da falta de profissionais seja a má remuneração no mercado, para um professor de história no Brasil o salário máximo é de 5.000 reais, no ensino fundamental e médio. Mas existem os professores de universidade, assim como o Rafael Milheira. Para ele é muito satisfatório ser professor de arqueologia. Mesmo sendo formado em história ele se especializou em arqueologia, que para ele é uma área extensa a qual permite trabalhar com pesquisa e extensão de forma intensa e integrada ao ensino. É satisfatório também a remuneração do profissional que trabalha numa universidade com um mestrado ou doutorado. O salário mínimo fica em torno de 6.000 reais, segundo Rafael Milheira. É para essa área que muitos alunos pensam em seguir, assim como Suelen Resende, aluna do curso de história da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), que tem interesse em arqueologia pretendendo se especializar na área e seguir numa universidade. Para ela, somente sendo professor de colégio, no ensino básico, não basta, tanto no âmbito pessoal quanto a remuneração.
“Cursar história foi fantástico! Sinceramente, superou e muito minhas expectativas. Analisando toda a minha experiência acadêmica como um evento único, posso dizer que foi uma das decisões mais certas que eu tomei na minha vida principalmente por conta da capacidade que o estudo da história tem de abrir a cabeça das pessoas e fazê-las observar o mundo e os fatos com outros olhos.” diz Thiago Canali, formado em história na PUC-RS. Com certeza, quem não dedica no mínino duas horas de estudo diário não consegue cursar história com louvor. Trata-se de um curso com uma carga de leitura imensa, alegam todos os entrevistados. O desejo dos alunos que se formaram á pouco tempo e dos que ainda cursam é o mesmo: fazer pós-graduação, mestrado e doutorado para conseguir cada vez melhores empregos.
É importante visitar o curso para conhecê-lo melhor, conhece-lo de perto. Para isso todas as universidades públicas, assim como algumas privadas, abrem as portas para receber os candidatos a novos alunos. A UFPEL desenvolve esse trabalho de maneira muito adequada e recebe muito bem os visitantes que estão interessados no curso. Segundo Suelen Resende, ela mesma fez essa visita antes de optar pelo curso. ‘’Todos que me receberam na visita pela UFPEL, no prédio da história foram muito atenciosos, tirando minhas dúvidas e esclarecendo o curso’’, disse Suelen Resende.
A faculdade basicamente é leitura, é preciso ter conhecimentos gerais sobre diversos assuntos, já que o curso engloba diversos outros temas, como filosofia, sociologia entre outros. ‘’É preciso ressaltar que um bom estudante de história deve ter amor pelo passado, com a certeza de que o futuro não existe sem um passado, sem um começo’’, diz Rafael Milheira (dando aula na foto abaixo).